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História

PAIM FILHO

1910-2014 UM SÉCULO DE HISTÓRIA

 

1954-2014 JUBILEU DO DECRETO DE SANTUÁRIO

 

 

Através deste resumo vamos relembrar o passado para resgatar tudo aquilo que foi bom e celebrar o presente, continuando esta caminhada de FÉ, tendo DEUS sempre presente, nestes homens e mulheres que marcaram a vida da Paróquia Nossa Senhora de Caravaggio em  Paim Filho, pelas obras espirituais e materiais que nos foram legadas.

Neste sentido, cada Painfilhense deve ser um autêntico EMBAIXADOR DESTA HISTÓRIA, como Joaneta foi desde a aparição de Nossa Senhora em 26 de Maio de 1432, a 578 anos, a qual dobrou seu joelho com humildade  e suplicou à Virgem para lhe ajudar. Eis que a Mãe de Caravaggio atendeu suas súplicas e lhe disse: Coragem, estarei sempre ao seu lado para te dar forças com sinais e milagres, vai e seja a minha EMBAIXADORA DA PAZ.

Foi por volta de 1910 que chegaram as primeiras famílias: Theodoro, Carlotto, Boff, Dias De Paula, Conte, Benetti, Zanella, Refosco, Menosso, Manfredi… Estes migrantes e seus descendentes se radicaram nesta região coberta de matas, hoje município  Paim Filho.

O início da devoção a Nossa Senhora de Caravaggio foi desde a antiga Sede Nova, através do Frei Gentil Giacomel, chamado de Apóstolo do Povo das Matas.  Natural de Caravaggio – Farroupilha-RS, muito devoto de Nossa Senhora, visitava à cavalo as primeiras famílias perdidas nas matas para fazer batizados, missas e aos poucos fez com que fossem acolhendo com respeito e devoção a presença de Maria sob o título de Caravaggio.

As missas eram rezadas nas casas das famílias e com o passar do tempo foram sendo construídas três capelas.

No ano de 1924, no local onde residiu o senhor Otacílio dos Santos, foi construída a Primeira Igreja Matriz de Madeira, considerada na época o maior templo de madeira coberto de zinco do estado do RS.

Em 15 de Janeiro de 1942, um vento muito forte a deixou em ruínas.

Com a destruição da Igreja, o salão de madeira, construído ao lado, foi transformado na Segunda Igreja Matriz. No ano seguinte, em 1943, também por causa de um vento forte, parte do mesmo foi destruído.

Diante deste fato, um barracão de 3 andares de madeira que existia entre as residências de Firmino Paliga e Alevino Refosco, passou a funcionar, ao mesmo tempo com o Grupo Escolar,Terceira Igreja Matriz  e Salão Comunitário por um período de 8 anos (1943-1951).

Com esta situação, a partir do ano de 1944, foi designado ao Frei João Crisóstomo a missão de construir uma nova Igreja Matriz de tijolos.

Tamanha foi sua determinação, que para conseguir realizar este objetivo, orientou a construção de uma olaria a 8 Km da sede, hoje Linha Espraiado.

Os tijolos eram bem cozidos, para terem uma maior durabilidade, e transportados  em um caminhão K-5 International e mais tarde fora adquirido um Ford 39.

Durante sete anos, de 1944 A 1951, foi sendo construída a Quarta Igreja Matriz, onde no dia 23 de Maio de1951 foi colocada a última telha de zinco e terminado de fazer o piso da mesma.

Concluída esta etapa, no dia 27 de Maio de1951 a Imagem da Santa foi transportada da 3ª Igreja Matriz com a presença de aproximadamente 4.000 pessoas e introduzida solenemente na Nova Igreja Matriz.  Nesta oportunidade, o bispo Dom Cândido Bampi leu para o povo presente o Decreto que transformava a Igreja Matriz de Paim Filho em Santuário e também a Primeira Romaria dedicada a Nossa Senhora de Caravaggio.

O Frei João Crisóstomo foi pároco de 1939 a 1966, portanto a 27 anos.

Foi o grande arquiteto e idealizador do Santuário, onde foram empregados na sua construção 920.000 tijolos maciços.

Considerada a 2ª Igreja do estado do RS (A 1ª Santa Cruz do Sul) em  estilo gótico, com área de 950 metros quadrados, sendo que a altura das torres até a ponta da cruz do Cristo Redentor é de 35 metros.

O Frei João Crisóstomo planejou muito bem cada detalhe da mesma, pois estava construindo a sua última morada.  Faleceu no dia 03 de Agosto de 1968, há 42 anos. Seus restos mortais se encontram no interior do Santuário, visitado por seus devotos e romeiros para agradecer e pedir graças.

No ano de 1956, foram inaugurados os 40 Vitrais de beleza ímpar, logo após veio o Crucifixo, o Tabernáculo Dourado, o sistema de Som, o Revestimento com lajes na frente do Santuário e o passeio nas laterais do mesmo.

Durante 10 anos, de 1962 A 1972, foi construído o Salão Comunitário o qual tem uma área de 1320 metros quadrados.

No ano de 1983, foi inaugurado o Altar Mor em estilo gótico todo em cerejeira pelos Móveis Refosco, portanto a 27 anos.

Em 1984, novamente a Comunidade Painfilhense foi surpreendida por um vendaval o qual destruiu a cobertura  do Salão Comunitário

Nos meses de Janeiro a Março de 1995, o Frei Pedro Locatelli era o Pároco, mobilizou a comunidade  e com a união de esforços  foi realizada a 1ª restauração dos tijolos à vista da Parte Externa do Santuário, bem como a 2ª restauração que iniciou em novembro de 2006 com a benção no dia 27 de Maio de 2007 por ocasião da 56ª Romaria.

Em 2009, nos meses de Janeiro a Março, o Pároco Padre Sidmar Foiatto, restaurou a pintura interna do Santuário e foi readequado o Canto Temático dedicado a Nossa Senhora de Caravaggio e das Graças Alcançadas,  os quais foram  bentos com  água que jorra em Caravaggio na Itália. Para os que têm fé, Ela jamais deixou de socorrer e consolar quem a visita ou a invoca em seu Santuário para  pedir graças e favores.

Em 2010, no mês de agosto, foi trocada a cobertura do Salão Comunitário por peças de zinco galvanizado em função das inúmeras goteiras que já estavam comprometendo o assoalho, forro, móveis, salas…

Em 2010 foi remodelada a praça do santuário

Em 2013 foi feita a pintura na parte interna e superior do salão paroquial.

Esta caminhada de Fé, Coragem e Determinação do povo painfilhense, fez com que fosse erguido este magnífico Santuário, nosso Cartão Postal e orgulho de todos nós.

Muitos testemunhos, momentos de fé e oração foram vivenciados ao longo  destes 60 Anos.

Precisamos do comprometimento de cada um, da Comissão, dos Servidores e do Pároco, para deixarmos uma marca neste momento histórico e dar continuidade às obras espirituais e materiais dos que nos antecederam.